À moda brasileira: conheça o incrível Corvette C8 biturbo da FuelTech!

dezembro 14, 2020

O Corvette C8 já é um dos esportivos mais comentados da história. Trata-se do primeiro modelo do ícone da Chevrolet a dispor de motor central, montado entre a cabine e o eixo traseiro, no lugar da tradicional configuração dianteira que perdurou por décadas a fio até a geração anterior do Vette. Uma decisão que fez alguns puristas torcerem o nariz, mas vai ao encontro das mais modernas tendências da indústria automotiva mundial.

E se a fabricante rompeu paradigmas com um de seus maiores sucessos da história, nós resolvemos fazer o mesmo: nos últimos meses, a FuelTech USA desenvolveu um projeto de preparação sobre um C8 vindo zero quilômetro da concessionária, após meses em lista de espera. Com duas turbinas, potencial para quase triplicar a potência original e, é claro, gerenciamento eletrônico dos nossos produtos, em sintonia com a eletrônica vinda de fábrica.

É um Corvette à moda brasileira, com componentes eletrônicos fabricados no nosso país e muita inventividade, criatividade e trabalho para tornar este carro ainda mais espetacular.

 

Impacto à primeira vista

O generoso par de turbinas Garrett G35-900 é o detalhe que mais chama a atenção à primeira vista do Corvette da FuelTech: elas estão montadas acima do motor small block da linha LT2 que veio com o carro e visíveis pelo capô transparente que cobre a usina. Segundo o fundador e CEO da FuelTech, Anderson Dick, pesaram na escolha da posição dos turbos a facilidade de instalação e capacidade de refrigeração do local, feita por diversas aberturas estrategicamente posicionadas no capô e ao seu redor.

Na área eletrônica, a FuelTech FT600 foi integrada à ECU e TCU (Unidade de Controle de Transmissão, em tradução para o português) originais. “Nesse carro, em particular, a Chevrolet prometeu que ninguém vai conseguir quebrar a criptografia de acerto da ECU original. Só que a nossa estratégia é diferente: a gente mantém a ECU original, que acha que está controlando tudo, mas quem está controlando efetivamente a maior parte do motor é o módulo FuelTech”, explica Dick.

Os ganhos em cavalaria são assombrosos: o Corvette possui potência original declarada de 495 cv, enquanto o valor constatado no dinamômetro da FuelTech USA foi de 458 cv na roda. Com os turbos, com pressão de meros 0,2 bar, o valor subiu para 580 cv na roda. Com 0,7 bar, a potência subiu para 713 cv. E com 1,2 bar, alcançou 750 cv ainda com baixa RPM, quando a embreagem patinou. “Há potencial para chegar a 860 cv nessa pressão”, estima Anderson.


Reforços necessários

O propulsor biturbo, porém, pode chegar ainda mais longe: a meta da FuelTech é alcançar os 1.200 cv com a configuração aplicada no Corvette. A receita inclui também um conjunto de pistões forjados Diamond adicionados pela Pro Line Racing, bem como bielas mais robustas, da Gwatney Performance, para suportar o aumento de cavalaria.

A alimentação do motor ocorre num misto entre a injeção direta original e a FuelTech FT600, no controle dos bicos indiretos e de um sistema de combustível secundário, que alimenta a porta de injeção, o que permite uma operação suave e contínua. Um tanque extra de combustível foi instalado no porta-malas dianteiro do C8, com uma bomba elétrica de combustível Aeromotive 5 GPM de engrenagem reta. 

A FT600 lida com o controle variável da bomba, o que reduz o excesso de ruído durante a condução no dia a dia, mas permite a ação necessária quando a situação exigir. Neste caso, a bomba de combustível é ativada pouco antes de o motor ser acelerado, o que estabiliza rapidamente a pressão de combustível antes de sofrer picos. O sistema de combustível de fábrica opera com gasolina, enquanto o tanque secundário é preenchido com metanol, combustível que é obtido com facilidade nos EUA.


Nos mínimos detalhes

Para este projeto, a FuelTech adicionou dois sensores WB-02 Nano, um para cada bancada de cilindros, bem como oito sensores EGT, com dois condicionadores FuelTech EGT-4 CAN, para leitura da temperatura dos gases de escape de cada cilindro. Essas referências permitem que o responsável pela calibração possua controle total sobre o sistema de suplemento de combustível para a obter perfeita entre ar e combustível e a transição ideal entre as injeções. O carro também possui sensor de nível de combustível no tanque secundário, para monitoramento dos níveis de metanol na tela LCD que está integrada na FT600.

Todos os produtos da linha Power FT possuem um BoostController integrado, que é programável por parâmetros como RPM, velocidade ou tempo atingidos. Os módulos Power FT também incluem controladores de nitro, tração e outros itens líderes no mercado. Na frente das turbinas, estão os sensores de velocidade de cada uma deles, enquanto as laterais do escapamento possuem sensores de contrapressão. Pode ser muita informação para a maioria das pessoas, mas este é um carro de P&D (Pesquisa & Desenvolvimento), então cada detalhe é importante para análise da nossa equipe. Tudo visualizável na tela LCD.


Solução brasileira para a preferência americana

O Corvette da FuelTech usa da criatividade e mão de obra brasileira sobre uma criação americana e para criar um produto bem ao gosto ianque: afinal, além dos módulos fabricados em nossa sede em Porto Alegre (RS), este C8 teve sua montagem toda feita por Marcelo Pires e Yuri Farias, conhecidos pilotos e preparadores brasileiros e hoje radicados no sul dos EUA, próximos da sede da FuelTech USA em Ball Ground, no estado da Geórgia.

A montagem quase artesanal contraria o estilo americano do plug and play, ou seja, da compra de peças de prateleira prontas para serem encaixadas e gerar os upgrades desejados a um projeto automotivo. Mas essa é exatamente a razão de tamanha experimentação: propiciar kits de preparação para a mais moderna versão do Vette, para serem adquiridos em lojas de performance e instalados no carro, ao melhor estilo… plug and play.

“Dizem que esse Corvette será o carro mais popular de preparação nos próximos anos se alguém conseguir as soluções de eletrônica e mecânica. O resultado que já tivemos até agora foi surpreendente: o carro está na mídia em todos os lugares nos EUA”, depõe Dick.  “As pessoas acham que quando você coloca a FT600, precisa arrancar a injeção original do carro. Ao contrário: ela é uma injeção completa, mas pode ser usada junto com a original”, continua.


Laboratório de 700 cv

O incrível laboratório escarlate móvel que já entrega mais de 700 cv pode render outros frutos: segundo Anderson, a FuelTech tem explorado cada vez mais as possibilidades de ligação dos controles eletrônicos originais dos veículos com os módulos da linha Power FT. “Está para sair kits para Honda Civic Si e modelos Audi, para fornecimento de kits plug and play”, adianta. 

Todo o trabalho, neste e em outros projetos, é feito de forma online e sincronizada entre as unidades brasileira e americana da empresa. “Os desenvolvimentos aqui nos EUA e no Brasil ocorrem de forma paralela, mas o que a gente aprende em um carro, serve no outro”, complementa. 

É a FuelTech em todos os lugares. De formas cada vez mais variadas e que, confessamos, às vezes surpreendem até a nós mesmos.



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