Celso Camargo: um Opala de rua pra matar a saudade do Opala de pista

julho 20, 2020

Você já conhece Celso Camargo e seu Opala das pistas de arrancada. Na rua, seu modelo preferido não poderia ser outro, um pouco mais dócil e sem precisar trocar as marchas

Opala, turbo e câmbio automático: a receita de Celso Camargo em busca do lazer num carro de rua
Turbo e câmbio automático: a receita de Celso Camargo em busca do lazer num Opala de rua (foto: reprodução YouTube)

“Opala, turbo e câmbio automático: a receita é infalível”. A definição sobre um modelo ideal de carro de rua para o lazer é de ninguém menos do que Celso Camargo, Multicampeão e recordista em provas de arrancada no Brasil, sempre a bordo de um bom e velho Opala seis cilindros, ele foi fisgado pelos turbos em 2013, quando ingressou na categoria Turbo Traseira A (TT-A). 

Desde então, os motores turbo tornaram-se a receita preferida de Camargo até para seu projeto convencional (“não dá cabeçada nem embaralha como o aspirado”, diz ele). E se nas pistas seu famoso SS branco número 101 usa um câmbio G-Force quatro marchas, o similar de passeio foi equipado com um modelo automático TH400. “Sou meio ruim de trocar marcha”, diverte-se o experiente paulista de Barueri.

O mais curioso sobre o exemplar usado por Celso para seus passeios de fim de semana é que ele foi adquirido de um amigo que é fã dos Mavericks. Trata-se de um Opala Comodoro 1977 bordô, com teto Las Vegas e rodas Weld com talas distintas – naturalmente, com maior largura atrás, onde estão generosos pneus de 295 mm de largura, 20 mm a mais que seu carro de pista. 

O motor, um seis cilindros de 4100 cm³, com turbina de porte pequeno que é sentida mesmo em baixas rotações (na faixa de 2500 RPM), entrega de 700 a 800 cv. A preparação inclui bielas de alumínio e pistões forjados. “É um carro que eu consigo pegar a marginal Tietê e ficar com 76º C de temperatura no motor”, exemplifica Camargo. Para o resfriamento do motorzão, a aposta foi na retirada do intercooler, compensada por um radiador de tamanho maior.

 

DNA de pista

O adesivo na parte superior do para-brisa é deveras familiar para quem acompanha o pai do também piloto Gabriel nas corridas: traz o nome da Julieta Competições (veja um pouco da ação de ambos nas pistas neste vídeo). Afinal, os responsáveis pela montagem desta configuração do projeto são os mesmos das pistas: o preparador Vilson Ferreira e o tunner Marcel Ferreira, aluno formado pela FT Education (assista a um papo dele sobre os Opalas TT-A com Cristian Silva, da FTEducation, neste link). 

O carro demorou cerca de dois anos para ser finalizado, sempre entre intervalos de preparo de carros de competição na oficina da Julieta. Antes disso, quando Celso o adquiriu, o possante rendia cerca de 500 cv e contava com um câmbio original da linha Dodge dos anos 70.

O indispensável seis em linha gera de 700 cv a 800 cv com turbina pequena e gerenciamento eletrônico FuelTech FT400
O indispensável seis em linha gera de 700 cv a 800 cv com turbina pequena e gerenciamento eletrônico FuelTech FT400 (foto: reprodução YouTube)

O gerenciamento eletrônico deste impecável exemplar do clássico da Chevrolet é feito por uma FuelTech FT400, acompanhada de um leitor de sonda WB-O2 Nano. O kit é completado por um volante FuelTech FTR aliviado, em combinação com a instrumentação AutoMeter que mescla conceitos clássico e racing no interior do veículo. Outros detalhes que chamam a atenção no pacote são o escapamento no lado esquerdo, entre a roda e a porta do motorista, bem como o uso de diferencial Dana 44 com blocante.

Opalas, um caso de amor 

E se Celso resolvesse levar seu Opala de rua para as pistas, em uma competição outlaw de arrancada? Ele tem a receita do que seria preciso: “diminuir a relação, encurtar o diferencial, trocar os pneus e rezar para o diferencial aguentar”, brinca. Se não aguentar, a saída seria recorrer aos modelos Ford 9, há muito os preferidos dos preparadores de Opalas na TT-A.

Opala Comodoro foi montado pela Julieta Competições, mesma equipe de Camargo na arrancada

Comodoro foi montado pela Julieta Competições, mesma equipe de Camargo na arrancada (foto: reprodução YouTube)

Com tudo isso, será que este Comodoro ajuda a matar a saudade do Opala de corrida (com o mesmo carro que já fazia estragos há mais de uma década pelas mãos de Guilherme Emiliano, como mostra este vídeo) nos fins de semana em que não há provas? O feliz proprietário é categórico ao dizer que sim. 

Afinal, em tempos de corridas suspensas pelo isolamento social, é uma alternativa de luxo para saciar a vontade de acelerar nas pistas. Palavra de quem não vive sem um exemplar de seu modelo preferido por perto: “eu amo Opala. Se eu não tiver um Opala na garagem pra eu pelo menos olhar pra ele todos os dias, fico doente”.

NOVIDADE NO RETORNO

Nas pistas, Celso Camargo ultrapassa os 300 km/h em 402m com seu Opala turbo
Nas pistas, Camargo ultrapassa os 300 km/h em 402m com seu Opala turbo (foto: Edmar Salguero Júnior/Autodynamics)

Quando as corridas voltarem, Camargo antecipa uma novidade a ser experimentada nos Opalas da TT-A: o uso de blocos do Chevrolet Ômega. Será a aposta para substituir os blocos da pick-up Silverado, muito utilizados nos últimos anos mas que se tornaram escassos ou com preço muito elevado para compra. “A estrutura do bloco do Ômega é a mesma [N. do E.:: em relação ao Opala], só muda a parte de trás, no câmbio”, explica. 

A novidade será testada no Opala do filho Gabriel Camargo, que em 2019 cumpriu seu primeiro ano na TT-A – e terminou a temporada com um tempo de pista mais rápido do que o próprio pai em 402m (7s251 a 7s260).

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