FuelTech e a primeira equipe universitária do Brasil com seu próprio motor elétrico!

maio 19, 2021

Este é o nosso primeiro texto de uma linha editorial que chamamos aqui na FuelTech de FT University. Significa o apoio e envolvimento da FuelTech com iniciativas oriundas de universidades sobre o desenvolvimento automotivo. Nada mais apropriado, já que nossas raízes são justamente do meio universitário - a TurboPRO, ECU que deu origem ao que hoje é a FuelTech, foi criada por nosso fundador, Anderson Dick, durante sua graduação em engenharia elétrica e eletrônica na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

A primeira parceria firmada que vamos relatar para você é oriunda da mesma instituição e foi fundada por alunos e professores em 2017: a equipe e-Power UFRGS, que logo de cara se propôs a ser o primeiro time gaúcho na mobilidade elétrica e desenvolver seu próprio projeto de motor elétrico. O que é outro ponto em comum entre nossas trajetórias, já que também estamos de olho na eletrificação - sem deixar os motores a combustão de lado -, como mostra nossa parceria com a WEG.

Respire fundo e venha conosco nos materiais da FT University para entender como a trajetória da FuelTech e os sonhos de tantos jovens e seus mestres se encontram.

Caminhos cruzados

A equipe e-Power UFRGS é formada hoje por três professores orientadores e 30 alunos, divididos dentro do time nos segmentos de administração, elétrica - powertrain (trem de força), elétrica - eletrônica, mecânica - estrutural e mecânica - dinâmica. Em seu segundo ano de vida, em 2018, a equipe marcou presença na prestigiada competição universitária Fórmula SAE Brasil. O objetivo é, em cinco anos, vencer a etapa brasileira e participar do encontro mundial da categoria, nos EUA.

Tal ambição fez com que os alunos buscassem apoio de empresas locais para atingir o objetivo. Foi aí que, “claramente, veio a FuelTech na cabeça”, como descreve o capitão da equipe, o estudante de engenharia mecânica da UFRGS, André Carmona. "Sabemos que a FuelTech está desenvolvendo equipamentos que auxiliam no diagnóstico para carros de competição elétricos. Logo, vimos uma oportunidade de podermos ajudar também nesse desenvolvimento, sendo uma opção de testes para a empresa”, continua.

Dados a pilotos e engenheiros

O projeto está utilizando uma unidade do modelo de entrada de sua linha mais moderna de ECUs, a FuelTech FT450. O objetivo foi fazer a equipe se valer da capacidade de aquisição e leitura de dados da injeção para aprimorar o projeto do veículo e atestar isso à organização da Fórmula SAE Brasil. “Assim, conseguiremos apresentar um carro funcional e validado, o que conta bastante em pontuações”, frisa Carmona.

Com o módulo FT no centro do painel, o condutor dispõe de um leque de informações que também são de extrema valia, é claro, aos engenheiros. “Com a FT, ficam visíveis dados para o controle do piloto, como tensão de bateria, nível da bateria, temperatura da bateria, velocidade, RPM, temperatura do motor, posição da borboleta (TPS), altura da dianteira do veículo, inclinação da dianteira do veículo, entre outros”, reforça o capitão da equipe.

Esforços em busca do pioneirismo

A pandemia e seus efeitos reduziram a velocidade do andamento do projeto, mas não arrefeceram o ânimo da e-Power UFRGS, mesmo que os estudantes tenham se visto impedidos de se encontrar de modo presencial e acessar à oficina para dar sequência aos trabalhos. “O projeto está em andamento. Terminamos o design, validação numérica e estamos na fase de integração do projeto e fabricação”, enfatiza André. Para maximizar o tempo, “alguns componentes estão sendo produzidos e finalizados com parceiros”.

As vantagens aguardadas com o uso do sistema FuelTech serão sentidas após cumprida esta etapa. “Conseguiremos realizar a integração da parte elétrica com a mecânica do protótipo e a instalação da FuelTech FT450 e dos sensores”, conta. “Após a validação, pretendemos trocar as informações obtidas no projeto com a FuelTech, ajudando ambos assim a desenvolver tanto o protótipo quanto a FuelTech elétrica”, depõe.

Os esforços do time visam atingir uma meta ousada dentro da versão brasileira da renomada competição de engenharia universitária, fundada em 1978 nos EUA. “Nossa perspectiva para o futuro é finalizar a construção do nosso próprio motor, que será o primeiro motor fabricado por uma equipe na Fórmula SAE Brasil e, assim, continuar a desenvolver o projeto cada vez mais”.

Via de mão dupla

Para o líder da e-Power UFRGS, o envolvimento entre empresas e o meio acadêmico, como este entre a sua equipe e a FuelTech, pode ser uma via de benefícios em mão dupla. “A universidade consegue desenvolver cada vez mais as pesquisas e os seus alunos. E as empresas investem nos trabalhadores do futuro e auxiliam o meio universitário, para o desenvolvimento de tecnologias”, reflete.

É exatamente esse o nosso pensamento desde a nossa origem. E é uma satisfação imensa ver que tal espírito está vivo e pulsante em nossas academias. Para a FuelTech, é um prazer poder fazer parte disso. E para nós, que escrevemos tais histórias para você, é uma alegria imensa poder contá-las.

 

O apoio FT University está aberto à todas Universidades do Brasil, envie sua proposta de parceria neste link.



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