Lugar de mulher é na oficina, na pista e onde mais ela quiser!

março 08, 2021

Vamos falar a real: todo dia é dia das mulheres, não apenas este 8 de março. Mas já que esta data tornou-se um símbolo delas e é conhecida como o Dia Internacional da Mulher, nós aqui na FuelTech resolvemos aproveitar a oportunidade para ouvir algumas histórias e saber um pouco mais sobre algumas mulheres, que mergulharam de corpo e alma na nossa paixão maior: o mundo da performance e da velocidade.

Neste especial, reunimos cinco histórias de mulheres que não pensaram duas vezes antes de tomar seu espaço num universo (ainda) predominantemente masculino - e pode apostar que isso é só questão de tempo, ainda mais depois de conhecer melhor sobre a trajetória de Paula, Bruna, Fabíola, Sílvia e Tamara. Cinco exemplos de que lugar de mulher também é na oficina, na pista e onde mais ela quiser estar.


Advogada? Não, obrigada, prefiro ser mecânica!

Paula Mascari

Mecânica profissional e influenciadora digital

VW Voyage Turbo (carro de rua)

Gerenciamento eletrônico: FuelTech FT550



Aos seis anos de idade, Paula Mascari já era apaixonada por carros. Aos 17, sonhava em ser mecânica. Naquela época, em 2000, o segmento era bem mais restrito às mulheres do que hoje. Assim, ela resolveu estudar Direito. Fez pós-graduação, MBA e atuou como advogada por mais de 10 anos. Em 2018, acabou no hospital, por conta do estresse gerado pela rotina que levava. Foi aí que decidiu correr atrás de sua antiga paixão.

De lá para cá, Paula estudou até conseguir ser o que desejava: mecânica profissional. Possui um Corsa - cujo motor já foi montado e desmontado integralmente por ela - e um Voyage turbo, seu xodó, que a acompanha em eventos de arrancada, track day. O Voyage, assim como a paulista de São Bernardo do Campo, também virou estrela no YouTube e Instagram. Hoje, Paula se tornou uma respeitada influenciadora digital na sua área.

Depois da guinada que deu na própria vida, os planos só cresceram: em 2021, pretende abrir sua própria oficina-estúdio, para trabalhar nos projetos dela e dos clientes, além de criar conteúdo para seus canais digitais. Um espaço que se conquista “não com palavras, discussões ou dedos na cara, mas com conhecimento, trabalho árduo e resultados”, nas palavras da própria Paula.

Sobre a inserção em um meio ainda com predomínio dos homens, ela revela que, dificuldades à parte, não pode reclamar: com seu trabalho, Paula entende que tem conquistado o respeito dos homens, das outras mulheres e das empresas que passaram a conhecê-la. “Sempre falo que o preconceito nunca vai me atingir. Eu não sou vítima de nada, eu sou protagonista da minha história e nada nem ninguém vai me parar!”.

Não vai mesmo, Paula. E a gente aqui faz questão de acompanhar cada passo da sua trajetória, contada por você mesma em seus canais.


Criada em um carro de corridas

Bruna Tomaselli

Piloto profissional

MRX-Cosworth 2,3L (protótipo de Endurance)

Gerenciamento eletrônico: FuelTech FT550



Em 2004, Bruna Tomaselli era uma garota de apenas sete anos de idade na pequena cidade de Caibi (SC), mas já tinha seu próprio kart. “Sempre gostei muito de carros de corrida. Desenhava carros, brincava, pedia para dirigir o carro do meu pai e ele me deu meu primeiro kart”, relembra. No começo, era uma brincadeira acelerada, que consistia em ir para a pista no fim de semana, treinar e participar de provas locais. Mas, com o tempo, a coisa ficou mais séria.

Aos 15 anos, Bruna ingressou no mundo dos carros, especialmente dos monopostos - carros de um só lugar com as rodas descobertas, como os Fórmula 1. Primeiro, com a Fórmula Júnior, onde ficou duas temporadas. Depois, com a Fórmula 4 Sul-Americana, em que correu mais dois anos. Aí vieram três anos nos EUA na USF2000, primeira das três categorias de acesso à Fórmula Indy. E, em 2019, a catarinense foi selecionada para a W Series, categoria exclusiva para mulheres promovida pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA).

Como a pandemia não permitiu a realização da W Series em 2020, a garota se dedicou ao Império Endurance Brasil, onde ao lado dos parceiros Fernando Fortes e Fernando Ohashi, se tornou a primeira mulher a vencer pela categoria, num protótipo MRX. Agora, aos 23 anos, seu foco será todo na classe feminina, que terá oito etapas na Europa e América do Norte, sempre como preliminar das provas da Fórmula 1 em cada país. E o foco de Bruna hoje é total em sua nova empreitada. “Estou fazendo testes de Fórmula 3 aqui no Brasil, simulador, academia, tudo para chegar bem preparada”, relata.

Ela conta que sua aceitação como mulher dentro da pista melhorou com o passar do tempo. “Nunca sofri preconceito. Claro que no kart dava para perceber quando o menino queria me tirar da pista. Sabia que era eu, menina. E eu sabia que às vezes se fosse outro menino eles não iriam fazer aquilo”, depõe. “Mas o tempo foi passando. Hoje, é bem mais difícil de isso acontecer”, continua. “Também há bem mais mulheres como engenheiras, chefes de equipe e juntas vamos poder mostrar cada vez mais do que somos capazes”.

E aí está essa garota, que saiu de uma cidade de seis mil habitantes para correr neste ano junto com os ases da Fórmula 1, para mostrar bem do que as mulheres são capazes.


Uma ficha que não cai

Fabíola Dal Bo

Empresária

VW Gol AP 8v Turbo (categoria DT-A Light)

Gerenciamento eletrônico: FuelTech FT600



Se Bruna Tomaselli passou boa parte da juventude e vida adulta até aqui dentro de um carro de corridas, o mesmo não se pode dizer de Fabíola Dal Bo. A paranaense acompanha a arrancada há 12 anos, seja em fins de semana de corrida ou no dia a dia da Teruo Motorsport, equipe de Cambé (PR) chefiada pelo esposo, o preparador André Teruo.

Em 2019, Fabíola resolveu começar a competir, mas o caminho foi árduo. Não por falta de incentivo, mas pela própria inexperiência. “O começo não foi fácil. Eu nunca tinha pilotado na vida ou andado de carro turbo. Fizemos um treino fechado com algumas passadas, para me adaptar ao carro e ao pinheirinho”, conta ela, em referência ao equipamento responsável pela largada nas competições de arrancada.

Apesar da inexperiência, a ascensão de Fabíola nas pistas tem sido meteórica. Competidora da classe DT-A Light com um VW Gol (preparado pelo fiel companheiro, é claro), ela virou referência no meio e, logo de cara, se tornou a recordista da categoria em importantes pistas como o Velopark (RS), condição que sustenta até hoje. Seu carro hoje cruza os 201 metros em 5s6, com velocidade na casa dos 215 km/h ao final deste trajeto.

Para a mãe de Augusto, de 20 anos, “é um privilégio poder competir nesse mundo tão masculino”. “Sempre gostei de estar no meio dos carros . Às vezes até me pego viajando: será que isso está acontecendo mesmo comigo? Será que é verdade? Parece que a ficha ainda não caiu. Mas eu estou adorando”, depõe.

Pode apostar que tudo isso é verdade sim, Fabíola. Seus adversários e admiradores que o digam.


“Minha felicidade está em esperar a sexta-feira para andar de carro!”

Sílvia de Borba

Gerente administrativa

VW Gol AP 8v Turbo (Outlaw - corridas de Listas)

Gerenciamento eletrônico: FuelTech FT550



Assim como Fabíola, a trajetória de Silvia de Borba nas pistas também começou com incentivo do marido, Márcio, piloto de Velocross. “Ele sempre quis arrumar algo que eu gostasse tanto que minha vida teria outro rumo”, conta. Ela chegou a considerar até pular de paraquedas, mas escolheu a arrancada, depois de disputar um racha no Speedway, em Balneário Camboriú (SC), em que acelerou o VW Up! TSI do casal - e saiu dele após a largada, em suas próprias palavras, com as pernas bambas...

Desde aquele dia, em meados de 2017, o automobilismo virou uma paixão para ela - e para ele também: Márcio é mecânico de motos, mas começou a se dedicar à preparação de um carro para a esposa, com apoio de cursos da FT Education. O esforço foi recompensado: depois de mais de dois anos de idas e vindas, o VW Gol de Sílvia não só ficou pronto, como, segundo o site KM Esporte, se tornou o carro mais rápido da atualidade em provas do tipo Lista em todo o Brasil, considerados somente aqueles pilotados por mulheres.

Atualmente, a catarinense é a terceira colocada na Lista Área 47 e já participou da prova Armageddon. “Pretendo ser rainha da Lista e ganhar o Armageddon! Quem sabe a primeira mulher a vencer o desafio entre listas”, afirma ela, que não se intimida por enfrentar os homens. “Os meninos têm mais malandragem para sair de uma situação, começam cedo na pilotagem. Mas nós, mulheres, temos a sensibilidade, o feeling”, compara Sílvia. “Eles precisam vencer para não virar chacota dos amigos e eu só preciso vencer”, diverte-se.

Com as corridas, a sexta-feira, dia em que costumam ocorrer as provas de sua área de disputas, tornou-se o dia preferido de Sílvia. “Hoje a minha felicidade não está em sapatos e bolsas, está em esperar a sexta-feira para ir andar de carro!”, depõe. “A minha felicidade está nas pistas, onde fiz muitos amigos, seguidores e torcedores. Pessoas que esperam pela sexta assim como eu, nem que seja para assistir e vibrar a cada passada e cada lance de nosso foguete feito em casa”, encerra.

Num salto de paraquedas, numa prova de arrancada ou onde mais for, não duvide da capacidade desta mulher.


Não é engano, não. Sou do suporte técnico!

Tamara Siqueira

Analista de marketing

Primeira mulher a integrar o Suporte Técnico FuelTech



Depois de ter trabalhado em uma oficina de motos e feito cursos com professores da FT Education, Tamara Siqueira chegou aqui na FuelTech em 2009, para atuar no suporte técnico. O que causou grande surpresa no início: como primeira mulher a integrar a área técnica da empresa, ela relata que, quando atendia ao telefone, alguns clientes pensavam que a ligação havia voltado para a recepção, faziam perguntas em tom de teste e até manifestavam que preferiam falar com algum integrante homem do time de suporte.

Mas isso logo passou. “Considero super normal essa dúvida no início. Imagina você que está preparando um projeto e liga para uma empresa de produtos de alta performance, aí uma menina de voz fininha atende. A primeira ideia é achar que foi engano, mesmo”, analisa. Tanto que, pouco depois, o jogo virou. “Depois de um tempo, alguns clientes já ligavam direto para conversar comigo”, relembra Tamara, que hoje integra a equipe de marketing da empresa, com foco nas redes sociais e geração de conteúdo. “O objetivo é levar muita informação aos apaixonados por motores, preparação e performance”, conta.

Para ela, viver em meio a um universo pelo qual é apaixonada é um privilégio. “Após estudar mecânica, meu desejo era de avançar na parte de preparação. Tive a oportunidade de iniciar em uma grande empresa de performance como a FuelTech já na adolescência, mesmo sendo um ambiente predominantemente masculino”, relembra. “Sou muito grata à empresa por ter acreditado na paixão pela performance independente do gênero”, continua.

Nossa referência aqui na FuelTech quando o assunto é mídias sociais, em especial quando envolve conteúdos técnicos, Tamara tem um recado bem direto a quem quer seguir pelo mesmo caminho. “Esqueçam os mitos que mecânica e carros são áreas de homens, difíceis de entender. Nós mulheres podemos seguir nossa paixão em qualquer segmento!”.

Podem e devem, Tamara. E aqui na FuelTech, já faz 12 anos que você nos mostra isso diariamente.


Lute pelo seu sonho

Nossas entrevistadas para esta matéria foram unânimes em encerrar seus depoimentos com uma mensagem, especialmente às mulheres, mas que pode ser aplicada a todo e qualquer ser humano: não desistir. Todas foram enfáticas: é preciso lutar pelos seus sonhos, correr atrás deles e acreditar em você para realizá-los.

Seja qual for a sua paixão, ouça o que dizem essas mulheres - com extrema propriedade. Elas já conseguiram muito, mas ainda têm muito mais pela frente. Não à toa, estão em todos os lugares. Os lugares que elas querem estar. E, dia após dia, fazem por merecer chegar lá. 

Muito obrigado, mulheres.

 

Fotos: Edmar Salguero Jr./Autodynamics, William Donizeti Inacio e Instagram. 



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